PT Notícias. O seu jornal local
Economia

Lula critica superávit e propõe investimento para crescimento

Lula questiona política de superávit fiscal e defende investimentos governamentais para gerar empregos e crescimento econômico no Brasil.

Lula critica superávit e propõe investimento para crescimento
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Posicionamento sobre superávit fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante comício em Curitiba neste sábado que a atual abordagem do superávit fiscal representa um obstáculo para o desenvolvimento econômico brasileiro. O petista destacou que priorizar metas de superávit fiscal impede que o governo realize investimentos necessários para impulsionar a economia e gerar postos de trabalho no país.

Durante suas declarações, Lula argumentou que para alcançar crescimento econômico sustentável é indispensável que o governo invista de forma robusta. Conforme afirmou, a lógica de manter rigor extremo com o superávit fiscal compromete o potencial de investimento público, criando um ciclo negativo que afeta a geração de empregos e a atividade econômica geral.

Critéticas ao controle fiscal rígido

O presidente questionou fortemente a atual estratégia de controle fiscal adotada, descrevendo como inadequada a obsessão por manter saldos positivos sem considerar as necessidades de investimento. Lula apontou que a grande dívida brasileira não reside em políticas de gastos, mas sim na elevada taxa de juros que o país paga anualmente, cifrada em aproximadamente R$ 1,3 trilhão.

Segundo o presidente, reduzir o foco excessivo em metas de superávit fiscal permitiria destinar recursos para investimentos produtivos que gerem retornos econômicos significativos. Essa perspectiva contrasta com a análise de economistas que apontam a necessidade de ajustes fiscais mais rigorosos para conter a pressão sobre as taxas de juros.

Preocupações de analistas econômicos

Profissionais do mercado financeiro expressam inquietação com a trajetória das contas públicas brasileiras. Analistas argumentam que déficits fiscais consecutivos pressionam a taxa de juros básica, aumentando o endividamento público geral. De acordo com essa ótica, alcançar menores juros exigiria um ajuste fiscal mais pronunciado por parte da administração federal.

Economistas observam que reduzir a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, sem fundamentação técnica adequada não garante redução de juros no mercado. Isso ocorre porque a taxa de juros de longo prazo é estabelecida pelo mercado financeiro, refletindo expectativas sobre inflação, atividade econômica e gastos públicos. Se essas perspectivas deterioram, investidores passam a exigir taxas mais elevadas para financiar o governo, mantendo juros elevados em toda a economia.

Ciclo vicioso de endividamento

Diante da disparada da dívida pública, que atingiu 82% do PIB em junho, e do aumento da desconfiança sobre as contas governamentais, investidores passaram a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Esse movimento eleva significativamente o custo da rolagem da dívida pública, realizada mediante emissão de títulos pelo Tesouro Nacional, criando um ciclo vicioso de endividamento crescente.

Contradições no programa de governo

As declarações de Lula sobre superávit fiscal contradizem o plano de governo enviado ao Tribunal Superior Eleitoral, que promete uma política fiscal responsável destinada a impulsionar investimentos produtivos, crescimento econômico de longo prazo e redução sustentada da taxa de juros. O documento oficial afirma que o resultado fiscal resultará da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento de gastos primários e da melhoria da eficiência nos gastos públicos.

Igualmente contradizem posicionamento anterior do presidente manifestado em entrevista à TV Globo ao final de agosto, quando garantiu que o país teria superávit e afirmou pretender realizar uma revolução tecnológica envolvendo investimentos em inteligência artificial, minerais críticos e terras raras.

Posição do Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reitera nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit nas contas públicas a partir de 2027, caso Lula seja reeleito. A proposta orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional contempla projeção de saldo positivo de R$ 18,6 bilhões, após previsão do mandato atual integralmente com contas deficitárias.

O objetivo da área econômica é possibilitar redução da taxa de juros, atualmente em 14% ao ano, situando-se entre as maiores do mundo em termos reais. O ajuste das contas públicas previsto compreende dois pontos do PIB em eventual novo mandato de Lula, mantendo ritmo gradual de melhora das contas públicas para conter o crescimento da dívida pública que cresceu mais de dez pontos percentuais durante a atual gestão.

Também na sua zona

Criptomoedas

BNB $728 ▼ 0.2%
Solana (SOL) $102 ▲ 0.05%
XRP $1.3700 ▲ 0.27%

Divisas

USD/EUR0.8627
EUR/GBP0.8582