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PF arquiva investigação sobre interferência dos EUA

Polícia Federal encerra apuração sobre suposta interferência do governo Trump nas eleições brasileiras. Confira os detalhes da decisão.

PF arquiva investigação sobre interferência dos EUA
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Polícia Federal encerra apuração sobre interferência dos EUA

A Polícia Federal tomou a decisão de arquivar uma investigação que analisava possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras através do governo de Donald Trump. A conclusão do processo ocorreu após solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), que havia levantado questionamentos sobre o potencial uso de recursos públicos americanos para financiar organizações e movimentos que atuam em solo brasileiro.

Origem da investigação sobre interferência dos EUA

O pedido para investigação da interferência dos EUA foi encaminhado na última quinta-feira, dia 1º de outubro, diretamente ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na ocasião, a instituição havia informado que se encontrava em fase de apuração preliminar acerca do tema, ainda sem a abertura oficial de inquérito formal.

Durante o primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4 de outubro), o diretor-geral da PF esclareceu publicamente o status da apuração. Conforme suas declarações, a Polícia Federal recebeu representação da AGU sugerindo investigação de possível interferência externa e encaminhou o processo para a Diretoria de Inteligência a fim de iniciar os procedimentos pertinentes.

Denúncia baseada em reportagem internacional

A representação encaminhada pela AGU fundamentou-se em matéria publicada pelo jornal britânico The Guardian na quarta-feira (30 de setembro). Segundo a reportagem, o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria transferido a quantia de um milhão de dólares para entidades e agrupamentos envolvidos na mobilização de ações críticas contra instituições nacionais, particularmente o Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de combater alegados abusos judiciais e censura.

Conforme registrado na notícia-crime protocolada pela AGU, baseada na investigação jornalística, os recursos repassados pelo governo americano possuiriam o objetivo declarado de financiar e subsidiar organizações da sociedade civil direcionadas para desestabilizar e comprometer a institucionalidade do Poder Judiciário do Brasil.

Estrutura do programa de transferência de recursos

A documentação indica que as transferências realizadas pelo Departamento de Estado norte-americano ocorreram por meio do 'Human Rights and Democracy Fund' (HRDF), direcionadas ao programa denominado 'Countering Lawfare and Censorship in Brazil'. De acordo com a descrição, este programa teria como propósito supostamente combater excessos no exercício da função judicial e práticas de restrição à liberdade de expressão no território nacional.

Posicionamento oficial da AGU

Ao término do documento apresentado, a Advocacia-Geral da União solicitou formalmente a investigação dos fatos narrados na matéria jornalística, enfatizando a relevância e seriedade das informações divulgadas pelo veículo britânico. O documento em questão recebeu assinatura do advogado-geral da União, Jorge Messias, acompanhado de três outros integrantes da instituição, conferindo oficialidade à demanda por apuração.

Repercussão e divulgação da decisão

A informação sobre o arquivamento da investigação de interferência dos EUA foi primeiramente divulgada pela publicação O Globo e posteriormente confirmada tanto pela GloboNews quanto pela TV Globo, garantindo ampla cobertura do encerramento do processo. A decisão da Polícia Federal marca o fim da análise preliminar que havia sido iniciada em resposta às acusações levantadas pela AGU quanto às atividades do governo Trump no país.

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