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Piloto Sully revela diagnóstico de Alzheimer

Chesley Sullenberger, o famoso piloto que pousou avião no Hudson em 2009, anuncia diagnóstico de Alzheimer. Conheça sua história.

Piloto Sully revela diagnóstico de Alzheimer
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/14/piloto-que-pousou-aviao-no-rio-hudson-em-nova-york-revela-diagnostico-de-alzheimer.ghtml

Piloto Sully anuncia diagnóstico de Alzheimer

Chesley "Sully" Sullenberger, o aclamado piloto que conquistou reconhecimento internacional ao executar um pouso de emergência memorável de um avião comercial no rio Hudson, em Nova York, revelou publicamente nesta terça-feira que recebeu diagnóstico de Alzheimer. O anúncio do piloto Sully marca um novo capítulo na vida do aviador que se tornou símbolo de coragem e maestria profissional.

O commandante, que tinha 57 anos quando realizou a façanha que mudaria sua vida, compartilhou a notícia de forma direta com o público. Este diagnóstico representa um momento significativo para a figura que se destacou mundialmente pela sua compostura e habilidade técnica em situação crítica.

O Pouso Histórico no Hudson

Em 15 de janeiro de 2009, o voo US Airways 1549 decolou do aeroporto de LaGuardia em direção a Seattle, com escala prevista em Charlotte. A aeronave, um Airbus A320, transportava 150 passageiros e 5 tripulantes. Sob comando de Sullenberger, com o copiloto Jeffrey Skiles ao seu lado, a missão inicial pareceu rotineira.

Contudo, apenas dois minutos após a decolagem, quando a aeronave atingia 859 metros de altitude, o pouso no Hudson se tornaria inevitável. Uma colisão com um bando de pássaros impactou severamente a operação da aeronave, com os dois motores capturando os animais simultaneamente. Ambos os motores cessaram o funcionamento, deixando a aeronave desprovida de empuxo durante a fase de subida crítica.

Decisão Rápida sob Pressão

Após a perda de ambos os motores, o piloto Sully imediatamente acionou a mensagem de emergência para a torre de controle. Em questão de segundos, ele avaliou múltiplas opções: retornar a LaGuardia ou tentar alcançar Teterboro, um aeroporto em Nova Jersey. Calculando rapidamente os parâmetros técnicos e a altitude disponível, determinou que nenhuma dessas alternativas seria viável dentro do tempo disponível.

Foi quando transmitiu a mensagem icônica que se gravaria na história da aviação: "Não vamos conseguir. Vamos para o [rio] Hudson". Apenas cinco minutos após a decolagem, Sullenberger manobrou a aeronave em direção às águas do rio, realizando o pouso no Hudson com precisão impressionante. O impacto ocorreu a 230 km/h, em um ângulo de 9 graus em relação ao horizonte.

O Resgate e o Chamado de Herói

Após o pouso bem-sucedido, Sullenberger demonstrou o mesmo profissionalismo que caracterizou sua manobra de emergência. O comandante foi o último a abandonar a aeronave, percorrendo a cabine duas vezes para garantir que nenhum passageiro permanecesse a bordo. Ele guiou todos para a asa, onde aguardavam resgate.

Uma resposta coordenada da Guarda Costeira e embarcações na região facilitou o resgate de todos os ocupantes em questão de minutos. Apesar da temperatura ambiente atingir -7°C no inverno do hemisfério Norte, e muitos passageiros sofrerem de hipotermia, não houve vítimas fatais. O feito ganhou a denominação de "milagre do Hudson" e consolidou Sullenberger como ícone de excelência profissional.

Legado e Aposentadoria

Após três décadas dedicadas à aviação comercial, o piloto Sully aposentou-se em 2010, consolidando uma carreira ilustre que culminaria na realização de pouso no Hudson. Sua história transcendeu os limites da aviação, inspirando documentários e adaptações cinematográficas, incluindo o filme de Clint Eastwood com Tom Hanks no papel principal.

Desde a aposentadoria, Sullenberger atuou como palestrante e consultor de aviação, compartilhando sua expertise e experiências com profissionais do setor. O anúncio recente do diagnóstico de Alzheimer representa uma transição significativa para o homem que se tornou símbolo internacional de serenidade sob pressão extrema e tomada de decisão em situações críticas.

Reflexões sobre a Jornada

A revelação do diagnóstico de Alzheimer por parte de Sullenberger traz à tona questões importantes sobre saúde, legado e a fragilidade humana. Apesar dos desafios que essa condição apresenta, a memória do pouso memorável no rio Hudson permanecerá indelevelmente marcada na história da aviação como testemunho da coragem, habilidade técnica e humanidade de um piloto que colocou a segurança de todos a bordo em primeiro lugar.

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