Polêmicas de arbitragem marcam Copa do Mundo 2026
Relembre as principais controvérsias arbitrais da Copa 2026: casos de VAR, expulsões e decisões questionadas que dividiram opiniões.

Polêmicas de arbitragem Copa 2026: os casos que marcaram a competição
A Copa do Mundo 2026 foi palco de inúmeras controvérsias relacionadas às polêmicas de arbitragem que dividiram opiniões entre torcedores e especialistas. Além do futebol em campo, as decisões dos árbitros e do sistema de videoarbitragem geraram debates acalorados ao redor do planeta, trazendo à tona questões sobre a consistência nas interpretações das regras.
Argentina versus Egito: VAR e pênaltis não marcados
Um dos episódios mais discutidos envolveu o confronto entre Argentina e Egito. A seleção egípcia sofreu com decisões questionáveis que marcaram a partida. Um gol foi anulado após revisão do VAR, que identificou uma suposta falta anterior sobre o defensor argentino Lisandro Martínez.
Além disso, os egípcios reclamaram de dois possíveis pênaltis em lances envolvendo atacantes argentinos próximos ao zagueiro Mohamed Salah. Em ambas as situações, o árbitro optou por deixar o jogo prosseguir, não sinalizando as infrações. A frustração foi tanta que a federação egípcia protocolou uma reclamação oficial à Fifa contra o árbitro responsável pela partida.
México e África do Sul: excesso de rigor na estreia
O jogo de abertura da Copa do Mundo 2026, realizado entre México e África do Sul, estabeleceu um recorde preocupante. O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio aplicou três cartões vermelhos diretos em uma única partida de estreia, quebrando a marca anterior de expulsões nesse tipo de confronto.
As decisões do árbitro geraram críticas significativas sobre o rigor excessivo. Especialistas questionaram se o comprimento do regulamento estava sendo aplicado de forma desproporcionada já na abertura da competição, afetando o espetáculo esportivo desde o primeiro duelo.
Croácia contra Portugal: gol anulado por tecnologia de sensor
Num lance de extrema precisão técnica, a Croácia teve um gol de empate anulado durante o jogo contra Portugal na segunda fase. O objetivo levaria a partida para a prorrogação, mas o VAR, auxiliado pela tecnologia de sensor instalado na bola, identificou um toque imperceptível de um jogador croata que o colocou em posição irregular.
Esse foi um dos primeiros usos amplos dessa tecnologia inovadora na história da Copa, demonstrando como os avanços técnicos podem detectar contatos mínimos que afetam o resultado das competições.
Messi e a falta não penalizada contra a Argélia
Lionel Messi foi protagonista de uma situação controversa durante o confronto entre Argentina e Argélia. Aos 30 minutos do primeiro tempo, o craque pisou na panturrilha do zagueiro argelino Mandi em um lance que poderia ter resultado em cartão. O árbitro polonês Szymon Marciniak sinalizou a falta, mas não puniu Messi nem com advertência.
O VAR também não se manifestou para revisar o lance, deixando a comunidade futebolística dividida sobre se teria havido razão para uma punição mais severa.
Vini Jr. e o hat-trick anulado pela precisão do VAR
Vinicius Júnior também foi alvo das decisões controversas da arbitragem. Em partida do Grupo C contra a Escócia, o lateral-esquerdo roubou a bola do último defensor adversário e marcou o que seria seu terceiro gol do torneio. Entretanto, o VAR identificou um contato mínimo durante a recuperação da posse.
O árbitro revisou a ação no monitor e optou por invalidar o hat-trick do jogador brasileiro, gerando discussões sobre o grau de rigor necessário para anular lances desse tipo.
Alemanha e o gol controverso de Jonathan Tah
A Alemanha enfrentou o Paraguai na segunda fase em uma partida que poderia definir sua classificação direta. Jonathan Tah subiu acima de toda a defesa adversária e marcou o que seria a vitória germânica, evitando as penalidades. Contudo, o árbitro invalidou o gol.
A justificativa foi uma falta cometida pelo jogador alemão Anton sobre o goleiro Orlando Gill. A decisão eliminou a seleção europeia do torneio de forma controvertida, gerando repercussão negativa entre os torcedores e comentaristas especializados.
Expulsões questionáveis e a "Lei Vini"
Miguel Almirón, jogador do Paraguai, foi expulso durante confronto contra a Turquia após discutir com um adversário. O lance foi controverso e a expulsão posterior chamou atenção por sua interpretação rigorosa.
A mesma regra foi aplicada posteriormente na partida entre Equador e México, quando Piero Hincapié também recebeu cartão vermelho direto em circunstâncias semelhantes, estabelecendo o que foi denominado como a "Lei Vini" pela comunidade do futebol.
Breel Embolo: a nova regra de "erro de identidade"
O atacante suíço Breel Embolo experienciou uma expulsão fora do padrão tradicional durante as quartas de final contra a Argentina. Após uma dividida com o volante Leandro Paredes, o árbitro aplicou um cartão amarelo ao atleta argentino.
O VAR, porém, revisou a ação e concluiu que Embolo havia simulado a falta. A arbitragem então retirou o cartão de Paredes e o entregou ao jogador suíço, que recebeu seu segundo amarelo e foi expulso prematuramente da partida.
França versus Senegal: árbitro contraria o VAR
No confronto entre França e Senegal, o árbitro Alireza Faghani se recusou a marcar pênalti mesmo após revisão do VAR. Um lance envolvendo o senegalês Mané e o francês Mbappé foi analisado no monitor, porém a decisão inicial do árbitro em campo foi mantida.
Essa atitude questionável de contrariar as indicações do sistema de videoarbitragem gerou intensas discussões sobre a autonomia e o critério dos árbitros durante a competição, reforçando o debate sobre a efetividade do VAR como ferramenta de justiça nas decisões.