Republicanos nega acordo com Flávio e mantém postura neutra
Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro e indica neutralidade. Partido descarta aliança com Lula e decide posição em convenção nacional.

Republicanos refuta negociação sobre apoio presidencial
O Republicanos desmentiu neste domingo (12) informações sobre um possível fechamento de apoio a Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial. A legenda também negou que tenha negociado a indicação de seu presidente, Marcos Pereira, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) como contrapartida para respaldar a campanha do senador do PL.
Em comunicado divulgado nas plataformas digitais, a sigla reafirmou sua posição de neutralidade nas eleições, informando que sua decisão final será tomada durante convenção nacional. O partido destacou que Marcos Pereira mantém contato esporádico com Flávio, sendo que o último encontro ocorreu há mais de trinta dias.
Campanha de Flávio desmente qualquer negociação
O senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da campanha pré-eleitoral de Flávio Bolsonaro, também rebateu as alegações sobre negociações envolvendo cargos no tribunal constitucional. Segundo Marinho, a construção de alianças políticas se baseia unicamente em princípios compartilhados, jamais em trocas de postos ou favores.
Na manifestação, Marinho enfatizou que "as tratativas para a construção de uma ampla aliança são conduzidas com base na convergência de princípios e nunca em troca de cargos, favores ou indicações". A declaração reforça a negativa anterior do partido sobre qualquer acordo condicionado a benefícios institucionais.
Pesquisa interna aponta preferência por neutralidade
Conforme relatado pelo Republicanos, uma sondagem realizada internamente revelou que a base eleitoral da legenda apresenta "sentimento de frustração" em relação à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, identificado como principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os resultados indicaram preferência entre os apoiadores pela manutenção de postura neutra no processo eleitoral.
O levantamento foi apresentado na semana anterior a uma parcela da bancada paulista, conforme divulgado nas redes sociais do partido. Os dados coletados servem como subsídio para as deliberações que ocorrerão durante a convenção nacional, onde a posição oficial da sigla será definida de maneira definitiva.
Partido descarta aliança com Lula
Em sua declaração, o Republicanos deixou explícito o completo descarte de qualquer aproximação com o bloco governista. A legenda reafirmou que não mantém discussões sobre apoio ao atual ocupante do Palácio do Planalto, focando sua análise nas diversas alternativas de posicionamento político para o período eleitoral.
O presidente Marcos Pereira encontra-se em processo de consulta junto às diversas estruturas da sigla, incluindo bancadas estaduais, executivas regionais e apoiadores, com o objetivo de capturar as preferências das bases antes da deliberação final sobre os rumos da agremiação política.
Estrutura e relevância política da sigla
O Republicanos é uma das legendas de significativa representação no Congresso Nacional, contando com 43 deputados federais e seis senadores em sua bancada. Em 2022, a sigla integrou a coligação que apoiou Jair Bolsonaro na eleição presidencial, sendo derrotada por Lula naquele pleito.
Atualmente, o partido possui destaque em cenários estaduais, particularmente em São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas, um dos principais nomes da legenda, disputa sua reeleição. A posição a ser adotada pelo Republicanos nas próximas eleições presidenciais assume importância estratégica para os diversos candidatos em pré-campanha.
Decisão será definida em convenção nacional
A legenda anunciou que sua posição definitiva será formalizada durante a convenção nacional que será realizada em Brasília ainda no presente mês. Durante esse encontro, a base do partido apresentará suas conclusões e definirá o caminho a ser seguido, encerando o período de indefinição sobre o posicionamento da agremiação frente ao processo eleitoral.
O partido também solicitou correção imediata das informações que circularam sobre supostas negociações envolvendo o STF, afirmando que a reportagem foi "absolutamente inverídica sob todos os aspectos" e que as conversas entre Marcos Pereira e Flávio Bolsonaro foram caracterizadas como inconclusivas em seu último encontro.