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Roubo de vinhos avaliados em R$ 28 milhões na Itália choca indústria

Ladrões mascarados roubam 30 mil garrafas de vinho da Marchesi Antinori na Toscana. Polícia investiga maior roubo de vinhos da Itália com valor de R$ 28 milhões...

Roubo de vinhos avaliados em R$ 28 milhões na Itália choca indústria
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Maior roubo de vinhos da história italiana

Um roubo de vinhos avaliados em R$ 28 milhões chocou a indústria vinícola europeia nesta semana. A operação criminosa, que vitimou a conceituada Marchesi Antinori, resultou no desaparecimento de aproximadamente 30 mil garrafas de bebida de altíssimo valor. Segundo informações divulgadas pela empresa na sexta-feira (9), o roubo de vinhos representa um marco preocupante na história dos crimes contra o setor vitivinícola italiano.

Representante da vinícola, que preferiu manter sigilo de identidade, afirmou à agência AFP: "Até onde sabemos, nunca houve um roubo tão grande na Itália". A declaração ressalta a proporção extraordinária do incidente, que ultrapassou qualquer precedente documentado no país europeu conhecido mundialmente pela produção de vinhos premiados.

Alvos de altíssimo valor roubados

A operação criminosa focou especificamente em rótulos de renome internacional. Entre as 30 mil garrafas subtraídas, os criminosos levaram entre 8 mil e 10 mil unidades de Solaia, considerado um dos vinhos mais cobiçados da Itália. Além disso, também foram roubados exemplares de Tignanello e Guado al Tasso, dois outros rótulos icônicos da instituição centenária.

Os valores comerciais dos vinhos roubados são extraordinários. As garrafas são vendidas no varejo a partir de 150 euros, porém algumas das safras mais antigas e raras podem alcançar milhares de euros por unidade. Conforme esclarecido pelo porta-voz da Antinori, "estão entre os nossos rótulos mais icônicos e são, certamente, também muito apreciados por colecionadores internacionais".

Local do roubo e circunstâncias

O roubo ocorreu no fim de semana anterior ao comunicado oficial, especificamente em um armazém localizado no centro da Itália. A estrutura roubada funciona como principal centro de distribuição da vinícola, preparando garrafas para exportação a diversos países. Um representante da empresa descreveu a importância do local: "É o nosso maior armazém, para onde todas as garrafas vão antes de serem despachadas".

Câmeras de segurança registraram sete homens mascarados adentrando o depósito na localidade de Cortona. Os criminosos demonstraram conhecimento técnico ao desativar os sistemas de alarme antes de proceder ao carregamento sistemático de milhares de caixas. A operação utilizou duas vans para transportar a volumosa carga de bebida de alto valor agregado. A descoberta do roubo ocorreu na manhã de segunda-feira, quando a equipe chegou ao armazém para trabalho rotineiro.

Suspeita de organização criminosa

A coordenação e execução precisa da operação indicam forte suspeita de envolvimento de grupo criminoso altamente organizado. Segundo análise da Antinori, múltiplos fatores sugerem planejamento elaborado: o conhecimento técnico para neutralizar alarmes, a seleção estratégica de rótulos de máximo valor comercial, o uso de dois veículos para otimizar capacidade de transporte, e o cronograma que aproveitou o período de preparação para exportação.

A organização facilitadora do roubo parece ter explorado deliberadamente o fato de que os vinhos haviam sido cuidadosamente preparados para envio a distribuidores estrangeiros. Essa circunstância permitiu aos criminosos retirar rapidamente uma quantidade extraordinária de garrafas sem necessidade de seleção laboriosa no local. A investigação atual, conduzida pela polícia italiana, foca na identificação desses elementos organizados.

Série de crimes contra vinícolas italianas

O roubo de vinhos na Marchesi Antinori representa apenas o episódio mais espetacular de uma tendência preocupante. A Itália tem enfrentado aumento de roubos direcionados ao setor vitivinícola, com mudança significativa no modus operandi criminal ao longo do tempo.

Historicamente, crimes dessa natureza envolviam quantidades menores de bebida ou poucas garrafas de valor individual elevadíssimo, frequentemente subtraídas de restaurantes, adegas particulares ou durante processos de distribuição. Porém, casos recentes indicam evolução na estratégia criminosa, com roubo de grandes estoques armazenados diretamente nas propriedades das vinícolas.

No mês anterior ao incidente da Antinori, 3 mil garrafas de Barolo foram roubadas na região do Piemonte, no norte italiano. Estimativas indicam valor total daquele roubo de bebida chegando a algumas centenas de milhares de euros. Conforme afirmou representante da Antinori à imprensa: "Outras vinícolas já haviam sido alvo de roubos, mas a nossa não".

Repercussão e medidas preventivas

A instituição Marchesi Antinori, com histórico remontando a 1385 e atualmente exportando para 170 países, divulgou alerta mundial aos clientes. O comunicado oficial solicita vigilância especial contra ofertas de vinhos roubados comercializadas através de canais não-oficiais de venda.

A empresa mantém esperança de recuperação dos vinhos roubados através de cooperação com autoridades italianas. A polícia intensifica investigações buscando localizar os sete homens mascarados e identificar a organização criminosa responsável pela operação de roubo de bebida de proporções históricas para o país europeu.

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