Ed Motta retorna ao português com álbum de electro funk
Ed Motta lança seu primeiro álbum em português em 13 anos, mesclando electro funk e bossa nova. Disco será lançado em 25 de setembro com produção de Michel Limm...

Ed Motta volta ao português após 13 anos
O cantor, compositor e instrumentista carioca Ed Motta vai lançar em 25 de setembro seu primeiro álbum completamente em português desde 2013. Trata-se de um retorno significativo do artista à língua materna, marcando uma nova fase criativa onde Ed Motta mistura elementos de electro funk e bossa nova em uma proposta sonora renovada.
Este é o 15º álbum de estúdio do artista, que representa uma redescoberta das influências que marcaram o início de sua carreira. O disco foi composto e gravado integralmente em português, diferente dos três últimos trabalhos lançados entre 2016 e 2023, todos gravados em inglês.
A fusão de gêneros no novo projeto
O álbum demonstra a versatilidade artística de Ed Motta ao navegar entre diferentes gêneros musicais. O single "Eu quero ser feliz", programado para lançamento em 17 de julho, traz a influência do electro funk com uma estética claramente inspirada nos anos 1980. A faixa apresenta clima oitentista e ritmo dançante característico do gênero.
Paralelamente, o disco também explora a bossa nova através da música "Casa de frente pro mar", onde Ed Motta flerta com a sofisticação e elegância desse gênero tão importante na história musical brasileira. Essa dualidade reflete a amplitude criativa do artista e seu diálogo com diferentes tradições da música brasileira.
Composições originais e complexidade harmônica
O repertório do novo trabalho inclui músicas autorais inéditas com grande nível de complexidade harmônica. Faixas como "Grande plano" e "Não tem contradição" demonstram a maturidade compositiva de Ed Motta, mantendo a sofisticação harmônica característica de seus trabalhos recentes.
Essas composições revelam um artista em constante evolução, que busca equilibrar a acessibilidade melódica com a profundidade harmônica. A presença de baladas no repertório complementa a diversidade estilística do disco, criando uma experiência auditiva rica e variada para o ouvinte.
Produção musical e direção criativa
A produção musical do álbum foi orquestrada por Michel Limma em parceria com o próprio Ed Motta. Essa colaboração resulta em uma direção sonora que honra as referências do artista enquanto mantém a qualidade técnica e estética esperada de um profissional da envergadura de Ed Motta.
Michel Limma é conhecido por seu trabalho criterioso na produção e arranjos, trazendo uma perspectiva complementar ao processo criativo. A sinergia entre produtor e artista reflete-se na coerência sonora e na qualidade geral do disco.
A retomada da estética dos primeiros discos
Ed Motta explica que o novo projeto representa uma retomada da estética sonora de seus primeiros álbuns, movido por uma sensação de nostalgia. "Senti imensa nostalgia dos meus primeiros discos, uma fase com inocência e pureza preservadas por sempre ter escutado os discos que me influenciaram", afirma o artista.
Essa nostalgia não se traduz em mera repetição, mas em uma reinterpretação criativa das influências formativas. Bandas como Cameo e Surface, referenciais importantes para Ed Motta, ecoam em várias faixas do disco através do electro funk, mas processadas pela experiência acumulada do artista ao longo de três décadas de carreira.
Parcerias e distribuição do álbum
O álbum será lançado pelo selo fonográfico Dwitza, pertencente ao próprio Ed Motta, em parceria com o renomado selo alemão MPS. Essa colaboração internacional reforça o alcance global da obra, garantindo acesso ao disco em diferentes mercados fonográficos.
A escolha de trabalhar com a MPS, uma gravadora histórica ligada à música de qualidade, indica o compromisso de Ed Motta com a excelência na produção e distribuição. Essa parceria também facilita a penetração do disco em mercados europeus, onde a música brasileira contemporânea encontra receptividade crescente.
Contexto da carreira recente
Os três álbuns anteriores de Ed Motta—"Perpetual gateways" (2016), "Criterion of the senses" (2018) e "Behind the tea chronicles" (2023)—foram todos compostos e gravados em inglês, refletindo uma fase cosmopolita da carreira do artista. Esses discos consolidaram sua reputação internacional e ampliaram seu público além das fronteiras brasileiras.
O retorno ao português marca uma virada narrativa importante, sinalizando que Ed Motta busca reconectar-se com suas raízes culturais enquanto mantém os padrões de qualidade e sofisticação alcançados nos trabalhos anteriores. Essa decisão representa uma escolha consciente de reafirmar sua identidade brasileira no cenário musical global.