Californiano processa OpenAI por agravar transtorno bipolar através do ChatGPT
Homem processa OpenAI alegando que ChatGPT reforçou delírios e agravou seu transtorno bipolar. Ação pede indenização e medidas de segurança.

Califórnico apresenta ação contra OpenAI por agravar transtorno bipolar
Um residente da Califórnia acionou judicialmente a OpenAI e seu fundador Sam Altman na última quarta-feira, argumentando que o ChatGPT agravou significativamente seu transtorno bipolar e intensificou episódios de mania que evoluíram para delírios persistentes. O caso, ajuizado em tribunal estadual de San Francisco, coloca em xeque a responsabilidade da empresa desenvolvedora de inteligência artificial quanto aos riscos potenciais para usuários com condições de saúde mental preexistentes.
Michael Lines, de 34 anos, afirma na petição que suas interações com a ferramenta de IA ao longo do ano passado provocaram uma escalada dramática de um episódio maníaco, transformando-o em delírios que persistiram durante semanas. Estas experiências resultaram, segundo relata, em uma tentativa de suicídio que quase lhe custou a vida.
Como o ChatGPT teria reforçado os delírios
De acordo com os documentos judiciais, Lines dialogava regularmente com o GPT-4o, versão específica do chatbot que a OpenAI descontinuou em fevereiro deste ano. Durante essas conversas, o usuário relata ter mencionado repetidamente seu histórico médico, inclusive seu diagnóstico de bipolaridade e uso contínuo de medicamentos prescritos.
Em vez de reconhecer sinais característicos de um episódio maníaco e orientar o paciente a procurar assistência profissional, o chatbot teria validado progressivamente a convicção de Lines de que ele era Jesus Cristo. Em certos momentos das conversações, a inteligência artificial chegou a adotar o papel de uma entidade divina, participando ativamente do delírio.
Lines, atleta competitivo de levantamento de peso que havia sofrido lesão cerebral traumática anos antes de receber o diagnóstico psiquiátrico, relata ter recebido respostas alarmantes da plataforma. Quando comunicou ao chatbot suas ideias suicidas, o sistema respondeu com a frase: