Tereza Cristina quer conversar com Bolsonaro sobre presidência do Senado
Senadora Tereza Cristina busca reunião com Bolsonaro para discutir sua candidatura à presidência do Senado em 2027. Confira os detalhes da disputa.

Senadora busca diálogo com Bolsonaro sobre presidência do Senado
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) manifestou intenção de manter uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a disputa pela presidência do Senado. Esse encontro ocorreria na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. A decisão de buscar esse diálogo faz parte das articulações políticas em torno das eleições internas da Casa Legislativa para o próximo biênio.
Durante pronunciamento em um jantar de gala da Câmara de Comércio França-Brasil, realizado no hotel Rosewood em São Paulo, Tereza Cristina foi homenageada como Personalidade do Ano 2026. Na ocasião, ela respondeu a questionamentos sobre sua estratégia política e seus planos para a campanha pela presidência do Senado em 2027.
Objetivo do encontro com o ex-presidente
Questionada sobre os propósitos da visita a Bolsonaro, Tereza Cristina explicou que já havia solicitado anteriormente a oportunidade de encontrá-lo. Segundo a senadora, durante esse encontro ela pretende apresentar sua perspectiva sobre a disputa pelo comando da Casa Legislativa. A parlamentar enfatizou sua relação pessoal com Bolsonaro, destacando que foi ministra em seu governo.
"Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo. Mas vamos poder conversar, explicar para ele o que está acontecendo, enfim, a minha visão do que é hoje a nossa missão nessa eleição do Senado", declarou a senadora.
Posicionamento sobre candidatura da oposição
Quando indagada sobre a possibilidade de desistir de sua candidatura caso Bolsonaro solicitasse apoio a Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina evitou fazer compromissos antecipados. A senadora ressaltou que desconhece se o ex-presidente faria tal pedido. Ela manteve uma postura cautelosa, sem antecipar suas decisões futuras sobre a disputa pela presidência do Senado.
A parlamentar reiterou que mantém uma estratégia conjunta com Marinho desde o princípio. Ambos concordam em não se confrontarem diretamente durante a campanha. Segundo Tereza, a prioridade central do campo de oposição é conquistar o controle da Casa Legislativa, e essa unificação serve para fortalecer as chances de êxito nesse objetivo.
Acordo entre candidatos da oposição
Tereza Cristina afirmou que não pretende enfrentar Rogério Marinho de forma direta na eleição. Ela indicou que os dois candidatos da oposição deverão definir, mais próximo da votação, quem representará a direita na disputa pela presidência do Senado. Essa decisão seria tomada com base em critérios de maturidade e responsabilidade política.
"Ele disse, no lançamento da candidatura dele: 'Eu não enfrentarei a Tereza'. E eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho. Um de nós dois, lá na frente, nós temos que sentar com maturidade, responsabilidade que nós temos pelas pautas em que acreditamos, para não deixar o Senado apequenado", comentou a senadora.
Contexto da disputa pela presidência do Senado
A eleição para escolher o próximo presidente do Senado está agendada para 1º de fevereiro de 2027. Nessa data, os 81 senadores participarão de votação por voto secreto para definir quem dirigirá a Casa nos próximos dois anos. Para vencer, um candidato necessita conquistar no mínimo 41 votos entre os parlamentares.
Tereza Cristina busca apoio para sua candidatura e trabalha para reunir respaldo de senadores de diferentes partidos. Sua campanha objetiva enfrentar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Casa, que tenta manter seu cargo com o respaldo do governo Lula. A senadora do PP mantém articulações constantes com diversos parlamentares para fortalecer sua posição.
Candidatura de Rogério Marinho
Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, oficializou sua candidatura à presidência do Senado na quarta-feira, 4 de janeiro. O parlamentar pelo PL trabalha para reunir o apoio de partidos alinhados à direita, formando uma frente unificada contra Alcolumbre. Essa estratégia visa aumentar as chances de êxito da oposição na votação de fevereiro.
A disputa entre Tereza Cristina e Rogério Marinho pelos votos da oposição representa um desafio importante para o campo político de direita. Ambos reconhecem a necessidade de unificação para enfrentar Alcolumbre, porém ainda negociam sobre quem recuaria de sua candidatura para fortalecer as chances de êxito coletivo.
Autorização para encontro em Brasília
A defesa do ex-presidente Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal autorização para que Tereza Cristina e Rogério Marinho visitassem a residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. O pedido foi apresentado num contexto de intensas negociações políticas relacionadas à disputa pela presidência do Senado.
Esse processo de autorização judicial reflete a importância que a disputa pela presidência do Senado assume no cenário político brasileiro. O papel de Bolsonaro nessas negociações demonstra sua continuada influência sobre os rumos políticos da oposição, mesmo cumprindo prisão domiciliar. As articulações em torno dessa eleição interna moldarão significativamente o funcionamento da Casa Legislativa no próximo biênio.